Os jovens coreanos estão considerando cada vez menos ter filhos, por conta dos custos para manter uma criança no país. Segundo uma pesquisa feita pela Associação Coreana de Saúde e Bem-Estar da População, 96% dos jovens consideram ter filhos apenas como despesa. As obrigações financeiras de criar uma criança é a principal causa da baixa natalidade na Coreia do Sul.
Os
jovens coreanos estão considerando cada vez menos ter filhos, por conta dos
custos para manter uma criança no país. Segundo uma pesquisa feita pela
Associação Coreana de Saúde e Bem-Estar da População, 96% dos jovens consideram
ter filhos apenas como despesa. As obrigações financeiras de criar uma criança
é a principal causa da baixa natalidade na Coreia do Sul.
De
acordo com as pessoas entrevistadas para a pesquisa, o governo deveria garantir
boas condições para criar uma criança no país. Actualmente a Coreia do Sul tem
o custo de vida mais caro do mundo, e isso está reflectindo nas baixas taxas de
nascimento. Ainda de acordo com esta apuração, o dinheiro é o principal factor
na hesitação das pessoas em ter filhos.
Esta pesquisa foi feita entre 23 de outubro e 13 de
novembro de 2023. Foram entrevistadas cerca de 2000 pessoas entre 20 e 44 anos,
para compreender a queda na taxa de fertilidade. Segundo os dados coletados,
independentemente do estado civil, 96% dos entrevistados enfatizaram os
elevados custos de criação dos filhos.
Esta pesquisa foi feita entre 23 de outubro e 13 de novembro de 2023. Foram entrevistadas cerca de 2000 pessoas entre 20 e 44 anos, para compreender a queda na taxa de fertilidade. Segundo os dados coletados, independentemente do estado civil, 96% dos entrevistados enfatizaram os elevados custos de criação dos filhos.
Custo de vida alto no país
Além disso, 21,3% das mulheres solteiras e 13,7% dos homens solteiros expressaram relutância em ter um filho. Em fevereiro deste ano, o Instituto de Investigação Populacional, com sede em Pequim, constatou que o custo de criar um filho na Coreia era o mais elevado do mundo. De acordo com esse relatório, o custo total na Coreia para apoio às crianças até aos 18 anos é 7.79 vezes superior ao PIB per capita. A China veio em seguida com 6,3 vezes.
Segundo Kim Sang-hee, mãe sul coreana, residente do distrito de Jungnang, em Seul, apesar de pensar em ter um segundo filho, ela reluta por conta dos altos custos do país. “Às vezes penso que seria bom se a minha filha tivesse irmãos, mas o meu marido e eu já sentimos pressão econômica para criar pelo menos um filho”, disse ela.
Conforme o relatório da Associação Coreana de Saúde e Bem-Estar da População “Devido a estas percepções de mulheres e homens solteiros, que carregam a possibilidade de criar mais bebés, espera-se que a taxa de fertilidade total continue a cair durante um longo período” disse a associação. Além disso, não há previsão para mudanças na queda da taxa de nascimento, pois os jovens não têm perspectiva de ter filhos.
Foto
destaque: Jovens sul coreanos andando pela cidade.Reprodução/AnthonyWallace





